Lançamento do novo CD: Nem Tanto Por Acaso.
Tudo tem seu tempo para acontecer e, muitas vezes, não é por acaso.
Entre concreto e palavras
Nasci em Inhambupe, cidade do semiárido baiano, no dia 25 de março de 1951. Passei minha infância e parte da adolescência por lá, onde permaneci até os dezesseis anos, quando me mudei para Salvador a fim de continuar meus estudos. E foi na capital da Bahia, na Universidade Federal, que me graduei em engenharia civil.
Minha trajetória profissional ocorreu na Construtora Norberto Odebrecht, onde trabalhei até me aposentar em 2016. Como engenheiro, tive a oportunidade de participar da construção de grandes obras, tanto no Brasil quanto no exterior.
Durante esse período, o trabalho e a responsabilidade consumiam todo o meu tempo, e o sonho da escrita ficou guardado em algum canto dentro de mim, esperando a hora certa para se manifestar.
Sempre senti que a escrita me chamava. Em alguns momentos, arrisquei colocar algumas palavras no papel e mostrei para parentes e amigos, que me incentivaram a seguir adiante. Mas foi somente após a aposentadoria que consegui, de fato, me dedicar a esse antigo desejo.
Em 2020, reuni alguns dos meus textos já escritos, escrevi outros e lancei meu primeiro livro de crônicas, “RUA DO ROSÁRIO 13”, título que faz referência ao endereço onde nasci e vivi uma parte importante da minha vida.
O prazer em escrever só aumentou e, em 2022, publiquei meu segundo livro, “TANQUE VELHO”, com crônicas, contos e algumas poesias.
No início de 2024, lancei o terceiro, “MOSTRO MEUS VERSOS, MAS NÃO DEIXO DE PROSA”, que, como o nome sugere, é uma mistura de prosa (crônicas e contos) e poesia.
Atualmente, estou escrevendo meu quarto livro, que tratará da minha vida profissional em diversos ambientes, inclusive na guerra civil em Angola e na construção de uma ferrovia de duzentos quilômetros na Colômbia, entre a guerrilha e os paramilitares.
Finalizando, digo-lhes que minha grande alegria e realização é conseguir tocar o coração das pessoas.
A escrita, para mim, é um modo de revisitar minhas memórias, contar histórias e compartilhar minhas experiências de vida. Em cada página que escrevo, há um pouco das estradas por onde caminhei e das pessoas que encontrei pelo caminho. Se minhas palavras tocarem alguém, já me sentirei realizado.
O que dizer deste mar
Que o sol acaba de pintar
De amarelo, quase vermelho?
O que dizer deste céu
Que vaidosamente me chama
Para vê-lo, arder-se em chamas,
Fingindo se queimar?
Fingindo se queimar?
A noite vai chegar
Para apagar o fogo no céu
E o incêndio no mar.
E eu um velho marinheiro
Já não sei
Onde guardar estas lembranças.
E o amanhã? Sei lá…
O que dizer deste mar?
Um livro que reúne crônicas e reflexões, trazendo memórias pessoais do autor com autenticidade e leveza.
Com relatos do cotidiano rural e familiar, a obra possui um estilo franco e acessível, proporcionando uma leitura envolvente, reflexiva e divertida.
No livro Tanque Velho, Paulo Ramos apresenta uma coleção diversa de crônicas, contos e poemas que transitam entre memórias pessoais, relatos imaginativos e reflexões sobre eventos contemporâneos.
Explorando fronteiras entre gêneros literários e realidade, suas histórias oferecem uma leitura rica em nostalgia, sensibilidade e questionamentos sobre as complexidades da vida e dos relacionamentos humanos.
Um livro que reúne crônicas, poesias e reflexões, trazendo memórias pessoais do autor com autenticidade e leveza.
Com relatos do cotidiano rural e familiar, a obra possui um estilo franco e acessível, proporcionando uma leitura envolvente, reflexiva e divertida.